quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Gerenciamento do tempo no trabalho: Foco nas atividades

As pessoas em geral costumam afirmar que não possuem tempo suficiente para exercer todas suas atividades. Nesse contexto, muitos podem não gerenciar seu tempo disponível de forma adequada, criando, muitas vezes, planilhas e listagens nas quais se constam todos seus afazeres. Diante disso, percebemos uma situação complexa: a falta de planejamento e organização das atividades diárias. É necessário evitar aquilo que não deve ser feito e atentar-se unicamente ao que é relevante.

Gerenciamento do tempo não é se tornar escravo do relógio, mas, controlar e realizar as atividades de forma lógica e coerente e não à mercê das pressões do dia a dia. Gestão do tempo não é guardar o tempo para si, adiantar ou atrasar uma hora do relógio. Logo, não é possível controlar o tempo, mas gerenciá-lo em benefício de nossas atividades diárias e alocar a energia necessária para realizá-las, pois não faz sentido despender uma grande quantidade de energia e de tempo para realizar uma atividade que não tem grande importância para a consecução dos seus objetivos.

Primeiramente, deve-se refletir sobre os objetivos a curto, médio e longo prazo, por exemplo, o que eu quero para esse dia, semana, mês, semestre ou ano. Então, depois de pensar sobre isso, você terá mais informações para montar o seu plano e pensar sobre as ações que terá que realizar para sair do ponto “A” e chegar até o ponto “B”. 

Segundo um antigo provérbio chinês: “Para além da nobre arte de fazer com que as coisas sejam feitas, existe a nobre arte de deixar as coisas por fazer. A sabedoria da vida esta na eliminação do não essencial.”. Então, após definir seus objetivos, é hora de definir suas prioridades, de determinar o que é importante e, para isso, pode-se utilizar duas regrinhas básicas. A primeira é: nunca coloque 100% das suas energias em uma atividade cotidiana, mas apenas 10% e reserve os outros 90% para o que é de fato importante. A outra é, segundo Pareto, das coisas que você faz no dia, 20% das tarefas traz 80% dos resultados. Logo você deve distinguir o que é importante do que é urgente. Para facilitar mais ainda, pode-se criar uma matriz para definir o grau de prioridade das tarefas. (Figura 1)

Importante: é a ação que vai contribuir diretamente para a consecução dos seus objetivos.

Urgente: é a ação que tem prazo de finalização imediato.


Figura 1: Matriz de prioridades das tarefas. 

O próximo passo a ser tomado no gerenciamento do tempo (atividades) pode ser explicado com uma frase de Peter Drucker: “O planejamento não diz respeito a decisões futuras, mas às implicações futuras de decisões presentes”. Agora é a hora de planejar as atividades que você priorizou para posteriormente executá-las e o seu planejamento pode ser diário, semanal, mensal, ou até mesmo anual. Vai depender da sua visão de futuro e da sua capacidade de planejamento. 

O plano (Figura 2) deve conter: 

Lista de tarefas a serem executadas; 
O grau de prioridade (importância e urgência); 
O objetivo da tarefa; 
Estimativa de tempo para realização da tarefa. 

Algumas ações que devem virar hábito:

Utilizar-se da sua capacidade analítica para transformar algo complexo em simples; 
Fazer do plano um hábito; 
Refletir sobre o plano depois de feito e executado; 
Deixar um tempo para os imprevistos. 

Figura 2: Plano de gerenciamento das atividades

Resumo

A chave para a gestão do tempo do trabalho é planejar o próprio trabalho, é basicamente: 

Definir objetivos; 
Definir ações para a consecução dos objetivos; 
Determinar prioridades; 
Determinar início, fim e tempo de duração; 
Alocar horários. 

Anderson dos Anjos
Gerente de PD&I

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O que é Mentoring. Diferenças entre Coaching e Mentoring


Muitas empresas apostam no Desenvolvimento de Pessoas para alavancar seu desempenho e garantir sua sustentabilidade diante das mudanças constantes no ambiente corporativo.

O conhecimento tornou-se o principal fator de vantagem competitiva e as pessoas, detentoras do conhecimento, precisam aprimorar-se continuamente para fazer com que as empresas respondam aos estímulos do ambiente e antevejam soluções para atender às demandas do seu público, cada vez mais exigente, com rapidez e flexibilidade.

Diante desse cenário, o Mentoring ganha um papel importante dentro das organizações. De origem grega, a palavra Mentor significa “pessoa que guia, ensina ou aconselha outra; guia, mestre, conselheiro” (AURÉLIO, 2010). A utilização desse termo remonta à Antiguidade, quando o poeta Homero, em sua obra-prima Odisseia, relata a longa viagem do Rei Odisseu, que encarregou Mentor, um grande amigo da família, pela orientação de seu filho Telêmaco.




No contexto organizacional, o Mentoring é definido como “a parte da função de liderança cujo principal resultado é a aprendizagem” (BELL, 2005). Investir em um programa de Mentoring torna-se uma alternativa muito interessante para as empresas que têm o conhecimento como fator principal de seu sucesso. Nessa relação, o mentor proporciona orientação, conselho, feedback, compartilhamento de contatos, foco, direção, auxiliando o aprendiz no seu desenvolvimento pessoal e profissional. O mentor, é em geral, um membro veterano da profissão, uma pessoa experiente e bem-sucedida, com uma visão ampla, e que oferece apoio, aceitação e amizade.

Frequentemente, Mentoring é confundido com Coaching, e muitas pessoas não entendem as diferenças básicas entre eles. Na verdade, a maior distinção entre Coaching e Mentoring é que, no segundo, além de orientar, praticar junto, ensinar, há também a função de preparar pessoas para novos e extraordinários saltos qualitativos (ARAÚJO, 2012).

O Quadro 1 mostra algumas diferenças entre Coaching e Mentoring:


Quadro 1: Diferenças entre coaching e mentoring. (ARAÚJO, 2010).


O relacionamento de Mentoring precisa ter um propósito, e em geral, tem começo, meio e fim. Uma pessoa pode ter vários mentores ao longo da vida, formal ou informalmente. Não raro, essas pessoas têm os mentores como grandes amigos e mantém essa relação de amizade para o resto da vida.  
                    


                                        Escrito por: Jéssica Texeira
Diretora de Talentos.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O comportamento do consumidor


A palavra consumo tem como definição o ato ou efeito de consumir ou usar bens e serviços produzidos. Chama-se de consumidor "Todo aquele a quem sejam fornecidos bens, prestados serviços ou transmitidos quaisquer direitos, destinados a uso não profissional, por pessoa que exerça com caráter profissional, uma atividade econômica que vise a obtenção de benefícios." (art. 2º, n.º1 da Lei de Defesa do Consumidor). 

 Lima (2012), em seu livro "Como conquistar, fidelizar e recuperar clientes", destaca a importância do consumidor para uma organização com a seguinte citação de Lipovetsky:


 “A nova era do capitalismo se constrói estruturalmente em torno de dois atores preponderantes: o acionista de um lado, o consumidor de outro. O rei bolsista e o cliente rei.” 
 (Gilles Lipovetsky).

 Focando no comportamento do consumidor, as empresas podem elaborar estratégias eficazes para desenvolver-se. Contudo, isso não é tão simples, pois, o comportamento do consumidor é estudado por diversas áreas do conhecimento, tais como Psicologia, Sociologia, Antropologia, Economia e Administração, e isso acaba gerando diferentes teorias sobre o tema. Todavia, todas convergem para um mesmo fim e, em consenso, reconhecem que o “comportamento do consumidor” estuda como os indivíduos, grupos e organizações selecionam, compram, usam e dispõem de bens, serviços, ideias ou experiências.

 O processo de tomada de decisão do consumidor não pode deixar de ser estudado pelas empresas. Seguindo esse raciocínio, Garcia, Gonzalez e Mauad (2010) citaram Sheth, Mittal e Newman (2001) e Rodrigues e Jupi (2004), pois, nesses autores estão destacados os cinco estágios pelos quais os consumidores passam quando fazem uma operação de compra, ilustrados na figura 01:



 Figura 01: Estágios do processo de compra do consumidor. 


 O estudo do comportamento do consumidor por determinada empresa é um diferencial relevante em relação aos seus concorrentes. Clientes satisfeitos se tornam clientes fidelizados gerando uma cadeia de renda para empresa. O consumidor irá usufruir dos serviços além de indica-los para outros, promovendo assim, uma propaganda “boca a boca”, que é considerada por estudiosos da comunicação um dos meios mais eficazes de propaganda. Em pesquisa sobre o Comportamento do Consumidor realizada pela consultoria Accenture ,em 2010 no Brasil, 85% dos consumidores disseram que tiveram contato com produtos e serviços por meio de pessoas conhecidas e 66% consideram essas informações recebidas relevantes para tomada de decisão na hora da procura dos serviços ou bens.

 Conhecendo e caracterizando seus consumidores, muitas empresas estão se adaptando a suas necessidades e dessa forma têm conseguido se desenvolver frente a uma sociedade consumista.

Escrito por: Wilker Brito
Analista de Marketing

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Quais carreiras eu posso seguir?

 
Nesse final de semana teremos o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem (03/11 – 04/11) – principal meio de entrada para as universidades -, mas nem todos os candidatos escolheram o curso de graduação que querem fazer ainda; e a carreira que seguirão, então?

Muitos jovens, ao ingressarem na universidade, não sabem se estão  realmente no curso que queriam e parte deles desistem, abandonam ou concluem insatisfeitos a faculdade. Porém, hoje, os candidatos têm uma possibilidade maior de diminuir essas dúvidas que surgem sobre o curso no qual fará, pois temos disponíveis muitas informações (muitas delas sem restrições), e, principalmente, a maioria dos jovens manuseiam melhor esses ferramentas de acesso às informações, basta saber filtrá-las da melhor forma possível.
Tudo isso citado anteriormente, também, é muito relevante para seu planejamento da carreira, pois o mercado, cada vez mais, se torna mais disputado ao ponto que um simples canudo de graduação da universidade não é mais um diferencial. O mundo está na era da informação, se você não acompanhar as tendências ou inovar para melhorar... ficará para trás!

Para quem assistiu ao programa Conta Corrente do Globo News desta quinta-feira, 01/11, viu uma breve discussão, de especialistas de mercado, bem pertinente para quem deseja fazer vestibular agora, assuntos como: primeiro emprego, plano de carreiras para quem fará o Enem etc. Click na imagem e assista a reportagem:



Para quem entrou, uma boa dica são as empresas juniores, pois elas são um ótimo laboratório para quem quer ter uma experiência profissional durante a graduação e uma projeção de carreira bem sucedida.

Dicas para quem fará o vestibular e não escolheu o curso ainda:

  • Filtre informações necessárias sobre as possíveis carreiras que cada graduação poderá contribuir para você exercê-las, conversado com profissionais do mercado; lendo livros e artigos de determinadas profissões (aquelas que você demonstrou mais interesse);
  •  Busque informações na internet sobre a grade do curso, as possibilidades de carreira, o mercado de trabalho, as tendências e oportunidades que podem ser gerados na graduação ou na carreira desejada.

Por fim, vale uma última dica de um grande escritor de aprendizagem organizacional, Peter Senge, que certa vez disse: “... elimine as barreiras que limitam o seu crescimento...”!

Yuri Barreto Ferreira Ribeiro
Consultor e Analista de Mercado

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Plano de Marketing




       A elaboração de um plano de marketing é fundamental, porque o mercado é quase sempre complexo e incerto, reflexo do ambiente que está em constante mudança. Situações estáveis podem transformar-se em turbulentas e tentar minimizar esses efeitos é objetivo do Marketing.

O Plano de Marketing consiste no estabelecimento de ações e estratégias que uma organização deve adotar para alcançar seus objetivos e conseguir atingir o público-alvo pré-definido. Ele é um documento formal que descreve os prazos e lista os recursos necessários para tanto. Define também onde a organização está, onde deseja chegar, e quem será responsável pela execução das estratégias planejadas.  

A elaboração do Plano de Marketing exige um processo de intenso raciocínio, coordenação de pessoas, recursos financeiros e materiais. Segundo Kotler (2006), o Plano de Marketing contém diretrizes táticas para os programas de Marketing e para a alocação de fundos ao longo do período do planejamento e é, portanto, um dos produtos mais importantes do processo de Marketing. No entanto, ele não engloba somente os aspectos táticos da organização, mas também os aspectos estratégicos da mesma.


          É importante salientar que ele não segue um determinado padrão. Existem, atualmente, diversas abordagens de como conduzir a elaboração de um Plano de Marketing, com vários elementos distintos, porém, há componentes essenciais, sempre presentes nos diversos planos, que são: sumário executivo, análise da situação, ameaças e oportunidades, objetivos e questões, estratégias de Marketing, programas de ação ou táticas de Marketing, avaliação financeira, implementação e controles.

         O ponto crucial na elaboração do plano é a organização sistemática de ideias e sua posterior conversão em conceitos exequíveis, racionais e, por fim, rentáveis. Mas a idéia por si só não define um bom Plano de Marketing. Idéias novas existem aos milhares. O que distingue um Plano de Marketing de uma simples ideia é a preocupação não somente com as características e inovações do produto ou serviço, mas também a consideração de mercados a serem satisfeitos, a clara diferenciação em face da concorrência e do posicionamento de mercado, uma equação financeira bem definida e resolvida, entre outras.

         Por fim, segundo Drucker (1964), o planejamento não diz respeito a decisões futuras, mas às implicações futuras de decisões no presente. Daí a importância de elaborar um Plano de Marketing, pois ele traz alguns benefícios cruciais para a Organização, como:
- Ser um guia para todas as atividades de Marketing da empresa para os próximos anos;
- Assegurar que as atividades de Marketing estejam de acordo com o alinhamento estratégico da organização;
- Incentivar os gerentes de Marketing a reverem e a pensarem objetivamente todos os passos do processo de marketing;
- Assessorar o planejamento financeiro para combinar os recursos com os objetivos do Marketing;
- Criar uma maneira de monitorar os resultados atuais com os esperados.

 É preciso repensar o marketing! É preciso planejar!

                                                                             
                                                                                
                                                                                   Camila Alencar - Diretora de Marketing

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