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segunda-feira, 29 de junho de 2015

4 passos para alavancar sua gestão financeira.


 A gestão financeira em quatro passos é uma das áreas funcionais de maior relevância em qualquer organização e pode ser definida, de forma simples, como um conjunto de atividades que envolvem as tarefas de: controlar, verificar, agir e planejar, com o objetivo de aprimorar e/ou maximizar os resultados financeiros gerados pelas execuções dessas atividades. Sendo as quatro etapas essenciais para se colocar ordem as finanças de uma empresa, podemos compreender melhor, a seguir, a funcionalidade de cada uma delas.

 O controlar deve ser seguido e executado de forma rigorosa, tendo em vista a viabilidade do alcance da excelência. É interessante saber que uma fase depende da outra, ou seja, sem o controlar se torna inviável a possibilidade de uma gestão financeira eficiente e que consiga trazer resultados para a empresa.
  
É essencial o conhecimento de que a fase do controlar é a parte que envolve um maior cuidado, pois iremos registrar as movimentações financeiras da empresa, as quais devem ser feitas com assertividade, requerendo também disciplina e dedicação. O processo pode se tornar cansativo e exaustivo para quem o executa, porém deve-se deixar claro que o objetivo desse controle é manter as contas organizadas e disponíveis, para que, posteriormente, possam ser feitas análises nessas informações com a finalidade de tomar as decisões necessárias.

Muitos alegam diversas complicações na execução dessa fase, como a dificuldade, o trabalho, a falta de conhecimento e a questão de não trazer dinheiro para a empresa, porém, todos esses obstáculos podem ser contornados e vistos de outra forma, a dificuldade e a falta de conhecimento vão sendo minimizadas com o tempo e com a prática, o trabalho passa a se tornar prazeroso quando os resultados se tornam evidentes e a questão de não obter rendimento é visto de uma outra ótica, porque com o controle das contas da empresa, os riscos de uma perda são reduzidos, já que agora o domínio pelas decisões se torna bastante expressivo.

Na gestão financeira, o Verificar, como o próprio nome remete, é responsável por verificar os dados financeiros e analisar o desempenho da gestão, ou seja, analisando os resultados financeiros da empresa, insumos são gerados, acerca do andamento dos controles e das atividades, o que permite entender o cenário em que a empresa se encontra, auxiliando na tomada de decisão.


Com o entendimento dos dados financeiros, o gestor pode ver o que está dando certo na empresa e o que não está, entender o porquê de tais situações e traçar planos de ação para o que pode ser melhorado. Além disso, interpretando as informações, o responsável pelo verificar pode elaborar relatórios, fornecendo um panorama do que é mais rentável para a empresa, quais os clientes e serviços que dão maior lucro, e assim direcionar a empresa corretamente.

O verificar, para auxiliar nas funções mencionadas anteriormente, trabalha com o controle dos indicadores financeiros da empresa. Logo, com o foco no alcance dos objetivos e com o estabelecimento de metas para isso, o gestor pode ter uma visão ampla do desempenho da gestão financeira da empresa, com resultados quantitativos e qualitativos, contribuindo para o desenvolvimento positivo da mesma.

Agora que você já possui os controles financeiros estruturados, gerando uma base de dados financeiros para a empresa, e estuda os dados, por meio de relatórios e indicadores, é a hora de você tomar decisões a cerca da gestão financeira da sua empresa. Existem diversos tipos de tomadas de decisões que podem ser aplicadas, como corte de despesas, execução de gastos, investimentos etc.

O agir é o terceiro passo da gestão financeira eficiente, normalmente realizado pelo Diretor Administrativo-Financeiro das organizações, que além da tomada de decisão é responsável pela elaboração do planejamento financeiro, liderança nos projetos internos da diretoria, como mudança nas metodologias de precificação e controles financeiros ou implementação de uma nova ferramenta, e pela parte administrativa, ou seja, por toda a regularização jurídica e contábil da empresa, além de fornecer todo o direcionamento estratégico para a elaboração das atividades da diretoria.

Outra função do agir é a de delegar atividades para os liderados, acompanhar a execução das mesmas e checar se os resultados esperados foram alcançados, trabalhando por meio de feedbacks durante todo o processo para a melhora do desempenho do mesmo. 

O planejar é o responsável pelos investimentos, pela definição de estratégias para alcançar os objetivos previstos e, principalmente, pelas projeções financeiras. Os investimentos ocorrem com base nas informações financeiras oriundas dos passos anteriores do ciclo. O controlar gera as informações com base nas movimentações financeiras, o verificar faz a analise da saúde financeira da empresa, ajudando a identificar onde estão as principais dificuldades para serem corrigidas e o agir tem a função de tomar atitude de resolver os problemas que estejam ocorrendo, visando alcançar os objetivos previstos.


Assim, a decisão para a aquisição de uma nova máquina ou de ampliação da empresa deve levar em consideração todos os insumos gerados pelos três primeiros passos do ciclo, pois esta, será a forma mais eficaz e segura de a empresa conseguir honrar seus compromissos, em um eventual investimento.

Agora que as finanças da sua empresa estão sob controle, você precisa agir ativamente planejando as futuras movimentações do seu dinheiro. Desta forma, você vai saber, antecipadamente, quanto está planejado para ser gasto e quanto está planejado para ser recebido. Isto dará uma noção se a empresa obterá lucro ou prejuízo antes do período planejado começar. A cada mês que o planejamento é realizado, maior se torna a preparação para planejamentos de longo prazo.

A finalidade da gestão financeira em quatro passos é tornar a estrutura financeira da empresa mais organizada e equilibrada, de modo a reduzir e/ou extinguir os riscos que uma organização possa sofrer com problemas financeiros, assegurando a sustentabilidade e a rentabilidade dentro da empresa. É impossível uma organização sobreviver sem uma gestão financeira eficiente.

Diretoria Administrativo-Financeiro 2015.1

sexta-feira, 15 de maio de 2015

O que é Branding? Descubra como sua marca pode impactar em seus negócios!

Pra compreendermos o que quer dizer esta palavra, que na “tradução” para português significa Gestão de Marca, precisamos voltar um pouquinho e entender como exatamente funciona uma marca e quais são seus componentes. De maneira simples, podemos dizer que uma marca é tudo aquilo que ajuda o cliente a diferenciar uma determinada organização de seus concorrentes e formar uma opinião sobre uma empresa ou produto.

No início, as marcas eram simplesmente reflexos dos produtos. Se o produto era bom, a marca era considerada boa, por isso, o objetivo das marcas era ressaltar seus produtos.   Um exemplo perfeito deste tipo de comunicação é a clássica propaganda do Marlboro Man (Homem Marlboro), aquele cowboy jovem e aventureiro fumando cigarro - uma imagem não lá muito fiel à realidade utilizada apenas para influenciar o consumo das mercadorias.

Com o tempo os produtos começaram a ficar muito similares uns aos outros, as estratégias utilizadas não faziam mais efeito e precisavam ser modificadas, assim, as marcas se tornaram um meio de passar personalidade e transmitir valores ao público, aspectos intangíveis que não poderiam ser copiados. 

As marcas passaram a funcionar como um “contrato não verbal” com os clientes, uma forma de fazê-los saber o que elas representam e porque elas são importantes em suas vidas.

Você deve estar se perguntando: Como assim contratos? 

Ao comprar um produto ou um serviço nós estamos comprando uma promessa e as marcas se tornam então um compromisso da empresa em assegurar ao cliente o cumprimento dessas promessas. O que realmente interessa é a marca, o produto é consequência dela. 

As indagações levaram a necessidade da marca comunicar melhor os conceitos, os valores, as origens e de fato se relacionar com seu público... É aqui que começamos a entender o que significa Branding: A construção deste “contrato não verbal”.

Segundo Kotler, “Branding significa dotar produtos e serviços com o poder de uma marca. Está totalmente relacionado a criar diferenças”. O que Kotler quer dizer, é que é preciso ensinar aos consumidores “quem” é a marca, “a que” ele se propõe e “por que” o consumidor deve escolhê-la ou se interessar por ela e aplicar esses conceitos ao produto... Isso cria o diferencial.

O branding estabelece a identidade da marca e é essa identidade que torna uma marca única no mundo. A semelhança entre os produtos obriga que o consumidor faça suas escolhas por aspectos que ultrapassam a lógica, atingindo então valores emocionais e psicológicos de identificação com a marca - Assim funcionam as lovemarks, aquelas marcas que fazem os consumidores lotarem filas por espera de um lançamento ou a não abrirem mão de forma alguma de determinada mercadoria. Posso apostar que você conhece alguém que não troca Coca Cola por nada nesse mundo.

Para um branding impecável é preciso se conhecer alguns aspectos. O primeiro deles é o real Negócio da Marca: o que o consumidor realmente procura, e o que a empresa realmente oferece. É preciso enxergar o produto de forma mais profunda. O objetivo da cacau show, por exemplo, não é vender chocolates, é vender presentes em forma de chocolate. Treinar um vendedor para vender chocolates e vender presentes em forma de chocolate são coisas bem diferentes. Por isso o negócio da marca deve ser muito bem compreendido para que todas as estratégias envolvidas estejam alinhadas a isso.


O segundo ponto é o Posicionamento da Marca, o espaço que ela ocupa na cabeça dos consumidores. A reputação de uma empresa e a percepção dos clientes em relação aos produtos e a promessa da empresa para os seus consumidores são variáveis extremamente relevantes no branding - Uma dica para as empresas de plantão: a marca deve sempre cumprir suas promessas, caso contrário, é melhor não prometê-las.

Por último e não menos importante vem a Proposta de Valor da marca: o valor de um produto não é determinado por quem decide seu preço e sim por quem decide pagar por ele. E não confunda valor de marca com preço, são coisas bem diferentes. Preço é o que você paga, valor é o que você recebe em troca. Este quesito vai bem além do produto em si. Vejamos, por exemplo, a proposta de valor da Harley Davidson: "A H.D. vende aos homens de 43 anos a oportunidade deles se vestirem de couro, andar por pequenas cidades e fazer com que as pessoas tenham medo deles, significa independência, liberdade, individualidade, aventura e viver a vida em sua plenitude. Isto é o que as pessoas estão comprando quando compram uma Harley.” 

Em resumo, Branding nada mais é que o maestro de tudo isso que foi dito até agora. Se a empresa sabe perfeitamente o que os clientes querem, qual o seu posicionamento ideal e cria uma proposta de valor na qual o cliente está disposto a pagar a mais por seu produto sem reclamar depois, você acaba de criar uma atmosfera diferenciada. Sinal que o branding está sendo feito de uma maneira correta.


Jessica Torres
Analista de Marketing

Imagens retiradas de: mirror.co.uk - pinterest.com - plugcitarios.com


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

POKER: Um esporte para o desenvolvimento de habilidades gerenciais.


Considerado como esporte mental pela Federação Internacional dos Esportes da Mente (IMSA), o Poker vem tendo um crescimento exponencial nos últimos anos, de número de adeptos e praticantes. Contudo, o que chama mais atenção é o fato de que esse esporte é objeto de inúmeros estudos de grandes instituições como o Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT) e a Universidade de Harvard, que oferecem cursos e aulas de Poker aos alunos interessados, se tornando disciplina.


Resumidamente, poker é um jogo de estratégia baseado em tomadas de decisão em que se utilizam cartas e fichas para apostas. Na sua versão mais jogada e apreciada, o Texas Hold’em, o objetivo é fazer a melhor mão possível de cinco cartas, combinando as duas cartas fechadas, que cada jogador recebe no início de cada rodada, com as cinco cartas comunitárias (usadas por todos) abertas pelo “crupiê” (é quem distribui as cartas e controla o baralho, mas não participa do jogo) na mesa.

Olhando de uma forma bem simplificada, o poker aparenta ser um jogo de azar, pois a distribuição das cartas é um fator totalmente aleatório e randômico, em outras palavras, o jogador que receber a melhor mão sempre sairá vencedor e ganhará o pote final (total de fichas de certa rodada). No entanto, a dinâmica do poker é essa:

Após a distribuição de cartas, existem muitas variáveis que são determinantes no andamento e no resultado de uma mão:

  • A estratégia do jogador e a sua percepção acerca da estratégia de seus adversários;
  • A sua posição e a posição de seus adversários dentro daquela mão;
  • As rodadas de apostas e como elas se desfecham no decorrer de uma mão específica;
  • A sua capacidade de leitura do comportamento de seus adversários, a simulação e a dissimulação;
  • A extração exata de valor em casos de possuir uma mão vencedora e o blefe em situações de possuir uma mão perdedora;
  • O uso do raciocínio lógico por meio da matemática e estatística;
  • A capacidade de controlar suas emoções.

Diante disso, podemos ver que o fator preponderante para o sucesso no poker é a habilidade, e não a sorte. O jogador de poker, por ter que tomar decisões rápidas em pouco tempo e ter de utilizar a todo instante a sua capacidade analítica e psicológica, acaba desenvolvendo e aprimorando certas habilidades que lhe beneficiarão tanto na vida pessoal, como na profissional. Carlos Mavca, jogador profissional e autor do livro “Poker: a essência do Texas hold’em”, cita alguns dos benefícios do jogo, principalmente para quem lida com negócios e gestão: 
“O Poker te ensina a ser paciente, a buscar as melhores oportunidades para ser agressivo e crescer no momento certo. Ensina a calcular riscos e a tomar as melhores decisões. Também te exercita para compreender a área comportamental das pessoas, adaptando as suas decisões nessas informações.”
Muito do que acontece durante uma partida de poker pode ser relacionado, metaforicamente e guardando as devidas proporções, com a gestão de uma organização e o envolvimento no mundo dos negócios. Por exemplo: no poker é relevante que o competidor consiga perceber as intenções dos seus adversários. O adversário que aumenta determinada aposta quer pôr o jogador em uma cilada? Ou ele quer apenas retira-lo da disputa pela rodada, utilizando-se de um blefe?

Estas questões resultam numa análise competitiva, em que o jogador de poker sempre terá que fazer se quiser obter sucesso. No mundo dos negócios, percebe-se esse contexto em uma das cinco forças de estratégias competitivas moldadas por Michael Porter, em que o mesmo afirma que o trabalho do estrategista da organização (análogo ao jogador de poker) incide em compreender e encarar a competição e os concorrentes a fim de alcançar objetivos.


Ademais, o controle emocional, a adaptabilidade a situações de riscos e a gestão financeira são competências que o jogador de poker também desenvolve e leva, naturalmente, para o seu cotidiano. Desse modo, não é atoa que as universidades MIT e Harvard oferecem cursos de Poker para seus estudantes. Alinhando-se com as Ciências Aplicadas devido à utilização de conhecimentos estratégicos para a tomada de decisões, o Poker é utilizado para desenvolver a liderança em projetos e equipes, explicando o porquê que grandes nomes do mundo do negócio, como Bill Gates, por exemplo, são adeptos do esporte.

Felizmente, no Brasil, o poker está se popularizando e vem ganhando seu devido reconhecimento, principalmente quando a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), seguindo o exemplo das universidades americanas, começou a oferecer aulas de Fundamentos do Poker na Faculdade de Ciências Aplicadas da instituição e que, em pouco tempo, tornou-se a disciplina optativa mais procurada.

Diante do exposto, recomendo a todos, especialmente para quem trabalha ou vai trabalhar com gestão/negócios, que procurem conhecer esse apaixonante esporte e a praticá-lo para desenvolver e aprimorar habilidades gerenciais. O poker pode vir a se tornar seu hobby e, quem sabe, ser uma boa fonte de renda.

Joseph Olímpio
Analista de Talentos


Sites interessantes para quem quer aprender a jogar:

Comece jogando poker online: 

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