quinta-feira, 11 de julho de 2013

Governança Corporativa: O que é, Princípios e Importância.

São muitos os conceitos de governança corporativa. Dentre eles, o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) define-a como "sistema pelo qual as organizações são dirigidasmonitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre proprietários, conselho de administração, diretoria e órgãos de controle".

A governança corporativa proporciona condições para que líderes empreendedores exerçam a coordenação e a condução das organizações, possibilitando um aprimoramento dos negócios. De acordo com o IBGC, as boas práticas de governança corporativa convertem princípios em recomendações objetivas, alinhando interesses com a finalidade de preservar e otimizar o valor da organização, facilitando seu acesso ao capital e contribuindo para a sua longevidade.

Fotografia de stock: Business people clapping for businesswoman in conference…


Os princípios básicos da governança corporativa são:

Transparência: refere-se à comunicação dos fatores que permeiam a ação da organização, sejam eles econômicos ou intangíveis. Essa comunicação deve resultar um clima de confiança, ou seja, deve ser franca, rápida e espontânea, não deve ser tratada como uma obrigação da alta Administração.

Equidade: caracteriza-se pelo tratamento igualitário para com as partes interessadas, sejam eles colaboradores, fornecedores ou clientes. Condena-se qualquer tipo de ação ou política injusta.

Prestação de contas:  os responsáveis da governança corporativa devem responder àqueles que os elegeram perante seus atos e prestar contas com os mesmos.

Responsabilidade corporativa: os líderes das organizações, juntamente com os conselheiros, devem dar importância às questões de ordem social e ambiental na definição das estratégias e dos negócios, zelando também, pela perenidade e sustentabilidade das organizações. Esse princípio é uma extensão da estratégia empresarial, na qual busca a implantação da "função social", que deve incluir alguns quesitos como, a melhoria na qualidade de vida e a qualificação e diversidade da força de trabalho.


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A comunicação, de forma geral, é uma das responsabilidades dos líderes. Segundo Covey (2003), liderança está em comunicar às pessoas seu valor de modo tão claro que elas possam vê-lo como próprio. Essa comunicação é extremamente importante, ela está diretamente relacionada com os princípios da governança já citados, como a transparência e a prestação de contas. Uma vez que a governança corporativa também trata de como as decisões mais importantes serão tomadas, repassadas e comunicadas a todos os níveis organizacionais e também ao seu ambiente externo.

Visto a relevância da governança corporativa dentro de uma organização é necessário que se tenha uma liderança comprometida com o desenvolvimento do negócio. Por isso, um dos mais importantes atributos do líder é justamente a capacidade de identificar e desenvolver novos líderes, uma vez que os agentes da governança corporativa devem estar preparados e possuir as competências necessárias.


Mariana Maia
Analista de Qualidade


sexta-feira, 28 de junho de 2013

Motivação e as Organizações. Você acordou hoje para quê?

O que motiva as pessoas a estarem dentro das organizações e acordarem todo dia para realizarem rotinas e hábitos aparentemente cansativos em longo prazo? Estão trabalhando a serviço de quê? Qual a razão? Existe felicidade no seu trabalho?

Calma!

Primeiro vamos entender o que é motivação. Motivação pode ser definida de várias formas, não existe definição específica, pode ser o ato de incentivar ou de inspirar um objetivo, uma razão. Assim, percebem-se dentro das organizações comportamentos diferentes e causados por razões, incentivos, motivos diferentes.

Motivação 1.0 – A motivação da sobrevivência, trazendo a base da pirâmide de Maslow, gerada por um impulso biológico: comer, beber, descansar, fazer sexo.

Motivação 2.0 - Impulso por motivadores externos ao ser: reagir às Recompensas e Punições, "se não bater a meta, não ganha comissão...". É o modelo típico utilizado pela maioria das empresas.

Motivação 3.0 -  o "Terceiro Impulso", por motivadores intrínsecos (internos): a paixão, a própria vontade de realizar tarefas, de trabalhar, independentemente de ser recompensado por fazer ou não.

De acordo com pesquisas de um grupo de cientistas de Economia Comportamental do M.I.T. – Massachussets Institute of Technology –, as pessoas se sentem mais engajadas em atividades construtivas, desafiadoras, que necessitam de sentido e propósito para sua visão de vida. Por mais estranho que pareça, a quantidade da recompensa financeira não é um fator determinante de desempenho para as pessoas. Em muitas empresas as atividades rotineiras que não necessitam de pensamento complexo, interação e inovação, são atividades mecanicistas e instrumentalistas, onde a Motivação 2.0 funciona. No entanto, no século XXI, esse modelo de motivação se mostra incompatível com a maneira que lidamos com o comportamento humano nas organizações.

Segundo Daniel Pink, um fato alarmante é que a compreensão das descobertas da ciência sobre motivação é distorcida na gestão da maioria das organizações. Um dos desafios dos novos líderes é justamente trabalhar a motivação 3.0 e tentar fazer com que estas descobertas sejam utilizadas de forma coerente através dos recentes estudos.

As pessoas procuram sentido para viver, nossa natureza é de vontade e escolha. Nesse âmbito, a motivação 3.0 exerce um papel fundamental com base nos seus três elementos:

Autonomia – a possibilidade de dirigir a própria tarefa, o próprio trabalho, a própria vida. Vale a pena ressaltar que dentro das organizações essa autonomia é interdependente, pois manter relações formais ou informais é essencial para a sustentabilidade da organização.
Excelência – vontade de ser cada vez melhor em algo relevante. Uma maestria e um domínio nas ações para superar os desafios onde ocorra uma aprendizagem constante.
Propósito – fazer a tarefa em nome de algo maior, um sentido, uma causa superior. Importante para renovar as empresas e o mundo, as organizações devem definir a própria razão de ser, o significado.

Diante desse novo cenário, muitas organizações, que ainda tomam suas decisões e levam a gestão de pessoas com base em crenças, devem se atualizar e se aproximar mais dessa nova abordagem. Esses erros fazem muitas pessoas pensarem que o trabalho deve ser algo árduo e desgastante que visa apenas uma recompensa no final.  Na verdade o trabalho deve ter um propósito, deve ser desafiador e trazer satisfação pela sua realização. “Faça o que quiser, mas faça com paixão!” típica frase de Facebook, mas se encaixa perfeitamente no contexto abordado pelo texto.

Lembram-se das perguntas no começo do texto? A intenção não é respondê-las, mas fazer com que vocês se questionem e reflitam, seja um funcionário ou o dono de uma empresa.

E aí? O que lhe motiva a estar dentro das organizações e acordar todo dia para realizar rotinas e hábitos aparentemente cansativos em longo prazo? Está trabalhando a serviço de quê? Qual a razão do seu trabalho e da sua organização? Existe felicidade no seu trabalho?

Responda para você, se conheça e então busque seus propósitos e sua felicidade!


Mateus Correia Pinheiro - Trainee da ADM Soluções

terça-feira, 18 de junho de 2013

Como encontrar uma área de atuação na carreira profissional?

Um dos desafios encontrados pelos estudantes do ensino superior é definir uma área de atuação dentro do seu curso. A falta de conhecimento prático nas áreas de especialização surge como grande dificuldade, pois, muitas vezes, o aluno estuda certa disciplina, mas não conhece como é sua aplicação dentro do mercado de trabalho. Isso depende bastante de cada pessoa, pois cada uma já possui características pessoais que são relevantes na escolha de uma área de atuação. Além disso, enquanto algumas já entram sabendo o que esperar do curso, outras não conhecem bastante sobre as possibilidades de carreira.

Essa dificuldade de pôr os conteúdos em prática cresce para cursos com grandes áreas de atuação e abrangentes, como o curso de administração de empresas, em que o graduando pode atuar em diversas áreas, como marketing, finanças, recursos humanos, logística, planejamento e produção. Com essa grande possibilidade de escolhas, o graduando, muitas vezes, se encontra indeciso quanto a qual carreira profissional seguir.

Para tomar essa importante decisão, é preciso buscar autoconhecimento. Compreender quais os pontos fortes da própria personalidade, quais são suas habilidades e quais os pontos que podem ser desenvolvidos. Por conseguinte, é necessário conhecer as divisões de cada área para aplicá-las na prática, como conversar com pessoas que já atuam nesse setor ou colocar em prática algumas dessas possíveis áreas e, assim, adquirir uma visão real e crítica da situação.


Cada setor da administração precisa de pessoas com perfis diferentes. Por exemplo, o profissional de recursos humanos precisa ser paciente, resiliente e possuir uma visão humana. O profissional de marketing é dinâmico, criativo e apresenta uma visão estratégica. O especialista financeiro precisa manter o foco no trabalho sempre buscando resultado, tendo uma aptidão a controlar recursos para se chegar à máxima eficácia.

Durante a formação acadêmica, os alunos podem aproveitar as oportunidades e adquirir experiência para preencher as lacunas de sua graduação em:
1.  Empresa Júnior: durante a graduação, é uma possibilidade de aliar a teoria acadêmica à prática do mercado.
2.  Estágio: poder atuar em uma área específica, também possibilitando ir para a prática do mercado.
3.  Networking: com estudantes e professores de semestres mais avançados, o aluno pode ter uma melhor visão sobre as possibilidades de carreira. Também, conversar com profissionais já bem posicionados no mercado, que podem introduzir o que realmente é a área, e como são as atividades do cotidiano.
4. Palestras e eventos: O estudante pode ter um relato de profissionais conceituados e experientes.

O estudante não deve pensar na sua carreira levando em conta somente a questão financeira, sem levar em consideração o seu perfil e aptidão. Cada período tem uma tendência e uma carreira que hoje oferece salários altos não será necessariamente uma boa opção no futuro. Mesmo assim, dinheiro e prestígio social costumam pesar na decisão dos estudantes. É preciso refletir bastante para poder tomar decisões na carreira profissional.

Ademais, é preciso ampliar seus horizontes, não ficando preso, somente, à realidade da sala de aula. Buscar novos meios de aprofundar o conhecimento e ter a autonomia de direcionar qual caminho seguir em sua carreira trará um maior suporte para escolha da carreira profissional. Assim, o estudante sairá da teoria e examinará modos de aplicar o que se é aprendido.


Brenno Buarque e Ítalo Rodrigues
 Trainees da ADM Soluções

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Como melhor aproveitar as informações?



Por menor que seja uma empresa, periodicamente são geradas informações que podem subsidiar ou vir a ser um diferencial competitivo, contanto que haja pessoas que saibam para que e como utilizá-las. Caso contrário, as informações surgem e desaparecem sem que ninguém tenha dado a importância necessária a elas.
Mas, que informações seriam essas?



Vem de todos aqueles que têm percepções a respeito do modo de agir da empresa. São pesquisas de satisfação de clientes, percepções da própria força de trabalho e clientes potenciais, podendo também incluir dos fornecedores e parceiros, basta que os tenham.

Todos esses dados devem ser coletados, tratados, guardados, e transformados em informaçõespara serem disponibilizadas para apoiar as operações diárias, acompanhar o progresso dos planos de ação e subsidiar ao processo de tomada de decisão. Tudo isso através de um sistema de informações que permite que esses procedimentos sejam feitos de forma eficiente.

Muitas empresas utilizam a intranet como sistema de informações gerenciais, mas tudo irá depender da estrutura e do perfil da organização. Na maioria dos casos isso é feito de modo informatizado, salvo aquelas em que esse procedimento coloca em risco a sobrevivência da organização. Muitas vezes é um software e um hardware desenvolvido de forma terceirizada, em razão da especialização necessária.

Vale ressaltar que não adianta ter as informações e guardá-las apenas. É fundamental que elas sejam gerenciadas para que possam realmente atender às necessidades. Três palavras chave para o gerenciamento das informações são: Proteção, Inovação e Comparação.

É necessário protegê-la da concorrência. Se uma empresa tem especialistas que sua perda pode representar risco de redução de diferenciais (perceba que a empresa tem a informação), ela deverá tomar decisões que os retenha, como bonificações especiais ou reconhecimento.
Mas isso não é o suficiente. Algum dia outras empresas podem descobrir por si mesmas a informação que gera o diferencial no mercado e adotá-la também. Por isso a importância de estar sempre inovando, tentando melhorar até mesmo o que se faz melhor.

Um dos melhores caminhos é a comparação. Um empresário/empreendedor não pode pensar que sua organização está na melhor forma possível. Sempre haverá outra na qual ela possa comparar processos ou ferramentas e assim poder identificar diferenciais favoráveis e desfavoráveis a serem tratados. As informações devem ser gerenciadas para trazer retornos não só financeiros como os lucros, mas também retornos intangíveis como a satisfação dos colaboradores e dos stakeholders em geral.

                
                                                                                                       Bruna Macêdo
                                                                                                                Analista da Qualidade

quinta-feira, 21 de março de 2013

Rentabilidade, o oxigênio das Empresas.


As organizações, por mais diferentes que sejam, buscam a rentabilidade de seus negócios, pois essa garante sua sobrevivência e faz com que as empresas cresçam e prosperem. A função maior do gestor financeiro é maximizar a riqueza dos sócios e para que isso aconteça é preciso que se tenha investimentos e operações rentáveis que sejam capazes de remunerar o capital empregado e gerar um lucro de suas atividades.

Segundo GITMAN, a rentabilidade é o retorno do capital empregado em determinado bem. Essa rentabilidade é medida através de índices financeiros que mostram a situação que a empresa se encontra de forma quantitativa. Existem vários indicadores para se mensurar rentabilidade e essas análises devem, obrigatoriamente,ser feitas de forma conjunta com outros indicadores para que se tenha resultados mais realistas. É importante destacar também que antes de se fazer qualquer análise é fundamental que o gestor tenha adotado a sua estratégia, ou seja, o que é mais importante para o gestor ou investidor daquele capital. Por exemplo, se esse investidor tem como objetivo o lucro financeiro que é dado pelas entradas e saídas do fluxo de caixa ou se ele tem objetivo maior em lucro econômico que é dado pelo valor dos ativos empregados, ou seja, o valor econômico do capital.

Para fazer os cálculos desses indicadores é preciso que se tenha a DRE( Demonstração de Resultado do Exercício) que será a “foto” da situação da empresa naquele momento. Abaixo uma representação de DRE.


Fonte: Banco do Brasil S/A, 13/03/2013.

Com DREs como esta, podemos analisar os resultados das empresas, como demonstraremos abaixo.

Margem de Lucro Bruto: É a margem de cada unidade monetária de vendas que permanece após a empresa deduzir o valor dos bens vendidos. O cálculo é feito da seguinte forma:

Margem de Lucro Bruto = Rec. das vendas – CMV
                                                       Receita das vendas

Margem de Lucro Líquida: Mede a porcentagem de cada unidade monetária de vendas remanescente após a dedução de todos os custos, inclusive os juros. O cálculo é feito da seguinte forma:

Margem de Lucro Líquido = Lucro Líquido disponível
                                                  Receita de Vendas
ROI: O ROI é o retorno do capital sobre o ativo,podemos afirmar também que é o lucro sobre o investimento na operação. Quanto maior for esse índice melhor. O cálculo é feito da seguinte forma:

          ROI = Lucro Líquido
                           Ativos

ROE: O ROE é o retorno do capital sobre o patrimônio líquido, podemos afirmar também que é o lucro sobre o investimento dos sócios. Quanto maior esse índice melhor.  O cálculo pode é feito da seguinte forma:

         ROE =        Lucro Líquido       
                             Patrimônio Líquido

Obs1: Uma diferença entre ROI e ROE é que o primeiro é a rentabilidade da operação da empresa e o último é a rentabilidade do sócio.

Obs2: Para se ter um produto ou uma operação rentável é preciso que se tenha margem de lucro e giro de estoque adequado, isso por que existem produtos que são vendidos em grande quantidade em pouco espaço de tempo e por isso não necessitam ter uma margem de lucro tão alta, porém existem outros que levam uma quantidade de tempo grande para serem vendidos e por isso necessitam de uma margem de lucro alta para compensar o longo tempo sem ser vendido, por exemplo, caminhões em concessionárias. 

É imprescindível ressaltar que uma análise financeira não deve ser feita a partir de um indicador isoladamente. Uma das técnicas mais eficientes e sofisticadas de fazer essa análise é a utilização do Sistema Dupont. Esse disseca as demonstrações das empresas para obter as informações mais completas possíveis, unindo a DRE e o Balanço Patrimonial como está descrito abaixo.


Livro: Bruni, 5ª edição, Editora Atlas.
  
Bruna Macêdo / Tarciano Fernandes
Analista de Qualidade / Pós Júnior ADM

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