quarta-feira, 30 de março de 2016

Mapeamento de Processos: uma ferramenta de gestão



Porque mapear processos? 
Se você já trabalhou em uma empresa ou é dono de alguma, já deve ter se deparado com algum problema na realização das rotinas de trabalho, seja porque a fabricação de um produto atrasou, seja porque o material necessário veio com má qualidade ou porque o processo não foi executado de forma eficaz.

Muitas vezes, esses problemas são causados pela falta de padronização ou mesmo de conhecimento das etapas dos processos, tanto pelos funcionários quanto pelo próprio gestor da empresa. Nestes e em outros momentos que o Mapeamento de Processos se torna uma ferramenta muito útil para uma gestão de uma empresa, pois ele reduz custos e tempo ao otimizar os processos.

Mas antes de compreender mais sobre o Mapeamento de Processos, vamos entender melhor o que é um processo: Processo é uma sequência lógica de atividades executadas a fim de gerar um resultado, iniciada por alguma demanda (tanto interna quanto externa) e que se utiliza de alguns recursos como conhecimento, máquina, matéria-prima. Um exemplo seria a fabricação de camisetas, que possui uma sequenciação de etapas produtivas (como a compra de tecido, corte e costura) e que é iniciada por uma demanda de um cliente ou quando o planejamento da empresa indica seu início, além disso, tal fabricação utiliza materiais como o tecido, máquina de costura, entre outros.

Como mapear processos?

Para mapear processos, a etapa inicial é entender a atual situação de execução dos processos. Isto pode ser feito através da observação da execução das atividades, de entrevistas com os executores dos processos ou mesmo da análise de alguns documentos dos processos. Este modelo pode ser feito, preferencialmente, em forma de fluxograma, que é a disposição de formas geométricas que representam todas as etapas do processo, como visto no exemplo abaixo:


Em seguida, deve ser feito um modelo dos processos de acordo com as análises feitas na etapa anterior, para que sejam documentadas todas as percepções.  Posteriormente, é feita uma análise sobre possíveis pontos problemáticos no processo, como gargalos (que são pontos do processo que diminuem o fluxo da produção), e de possíveis oportunidades de melhorias, como a implantação de algum sistema gerencial ou de alguma tecnologia de ponta.

Mas, afinal, qual a vantagem do Mapeamento de Processos?

Bem, o Mapeamento de Processos pode trazer diversas vantagens para uma empresa, independente do seu porte e do seu setor de atuação, contanto todas elas dependem de quais objetivos são traçados antes de iniciar o mapeamento.
Algumas vantagens são:

  • Compreender o negócio e seu valor agregado para o cliente (análise ponta a ponta);
  • Garantir a gestão do conhecimento, para evitar perda de informação com o tempo e com a saída de funcionários;
  • Consolidar a constância dos resultados e diminuir variações dos processos, através da padronização;
  • Aumento da capacidade produtiva, ao diminuir os erros dos processos por meio da padronização;
  • Controle e acompanhamento dos processos, ao permitir a comparação entre o padrão e o executado.

Mas, como foi dito aqui, algumas dessas vantagens podem ser potencializadas dependendo dos objetivos a que se propõe o mapeamento, ou seja, quais as intenções que se tem ao mapear os processos.

Por exemplo, se a empresa quiser se prevenir de possíveis perdas de conhecimento com a rotatividade de seus funcionários, ela deve focar na documentação de informações importantes, alavancando o benefício da melhoria da gestão do conhecimento. Mas, se a empresa quiser diminuir os gastos com a produção, ela deve buscar falhas (como etapas de retrabalho ou os gargalos já mencionados).


Tiago Lira
Analista de Gestão



Se sua empresa está necessitando de um mapeamento de processou ou qualquer outro serviço na área organizacional, entre em contato conosco e agente uma conversa em www.admsolucoes.org



terça-feira, 1 de março de 2016

Os motivos pelos quais sua empresa deveria investir em Consultoria.

Segundo dados do IBGE, apenas 47,5% das empresas abertas em 2009 ainda funcionavam em 2013. Esses dados são fomentados por fatores internos, por exemplo, falta de planejamento, desconhecimento do mercado e falta de preparo do gestor; por fatores externos, por exemplo, inflação, falta de crédito e diminuição do número de clientes.

Desse modo, Wood (1995) destaca, “que esse processo responde à necessidade ou ao desejo da organização de implementar mudanças estratégicas e planejadas, já que organizações de todos os tipos têm se deparado com cenários substancialmente modificados, significativamente mais dinâmicos que os anteriores, e buscando firmemente adaptar-se a eles”.  Schein (1972) fala que “na busca pelas respostas, as organizações e seus gestores têm procurado os serviços de consultoria – processo que procura fornecer informações especializadas; ajuda a diagnosticar problemas complexos; aconselha; apoia; resolve; e ajuda a implementar mudanças”.

Portanto, consultoria pode ser entendida como um serviço prestado por terceiros, sendo eles conhecedores da área, para identificação, investigação e/ou diagnóstico de problemas e oportunidades, para que possam oferecer informações corretas e soluções personalizadas, buscando a melhoria da empresa.


Algumas empresas buscam o serviço de consultoria para conseguir o capital inicial em grandes bancos, através da criação de um Plano de Negócios, que visa detalhar informações sobre o ramo, produtos, serviços, clientes, público-alvo, concorrentes, fornecedores, levantando os pontos fortes e fracos, mostrando viabilidade do negócio. Complementando essa afirmação, o SEBRAE fala que, “para expandir os negócios, micro e pequenas empresas podem acessar linhas de crédito específicas para o segmento ou para a finalidade que se quer alcançar com o recurso.

Buscando obter uma maior competitividade e um diferencial no mercado as empresas vêm demandado cada vez mais por serviços de consultorias empresariais, principalmente na crise econômica que vivemos no momento. Sim, na crise as empresas estão buscando além de soluções para os problemas encontrados, a prevenção de riscos, antes mesmo dos problemas aparecerem.

Muitas vezes achamos que em período de crise as consultorias são deixadas de lado por conta da situação financeira das empresas, porém, ao contrário do que pensam, as empresas inteligentes estão usando seu capital de investimento para contratar consultorias que as ajudem a escapar do cenário pessimista que nos encontramos, que é a crise econômica.

Muitas empresas estão com dificuldades para se sobressair de tantos problemas, seja pela falta de clientes ou financeiros pelos altos custos e despesas. Foi percebido que os projetos mais procurados são os de revisão do planejamento, para as empresas que estão querendo se reestruturar, modificar suas estratégias ou simplesmente, o mais comum, se planejar financeiramente.

No planejamento financeiro o que mais requer atenção é a revisão dos seus gastos para diminuição das contas e despesas da empresa. A análise dos dados financeiros da empresa deve ser feita de forma minuciosa, observando as projeções das receitas, gastos e buscando o histórico financeiro da empresa. Além disso, também deve ser feita uma análise mercadológica para entender a posição da empresa no mercado, também entender melhor como o setor em que a empresa se encontra está economicamente.


Nesse contexto, existem alguns movimentos que fomentam a consultoria no Brasil, um deles é o movimento “empresa júnior” que visa “formar, por meio de vivência empresarial, empreendedores comprometidos e capazes de transformar o Brasil”, impactando diretamente 2.500 empresas, sendo as empresas júniores instituições sem fins lucrativos, formadas por universitários. 

Segundo a Confederação Brasileira de Empresas Júniores, os clientes que procuraram esses tipos de consultorias, são 66,16% formadas de pessoas físicas e/ou Micro Empresas, 9,91% formadas de pequenas empresas, 2,37% Empresa de Médio Porte e Grande Empresa 1,72%. Mostrando o quanto as consultorias são necessárias para o desenvolvimento das empresas.


Déborah Lima e Gabriel Silva
Consultores da ADM Soluções

domingo, 13 de dezembro de 2015

A essência do marketing nas novas relações da indústria

O mundo passou por diversas mudanças sociais, culturais e tecnológicas e o setor industrial também acompanhou esses avanços, onde saímos de uma produção de “qualquer cor de carro desde que seja preto” para uma produção voltada para a personalização das demandas e máxima satisfação nas relações B2B e B2C. Saímos da produção massificada e cheia de desperdícios, onde pouco importava a saúde dos trabalhadores, nem os impactos ambientais e sociais que a atividade industrial gerava para o ambiente para uma produção enxuta e preocupada com o bem-estar sócio ambiental.



Porém, como nem tudo é um mar de rosas, ainda sofremos com a mentalidade arcaica de parte do setor industrial do Brasil, principalmente no que se refere à relação B2C. Contextualizando um pouco, B2C é uma abreviação da expressão “business to consumer”, que significa as estratégias de relacionamento realizadas por uma empresa para chegar aos seus clientes. Essas estratégias são munus ordinem do setor de Marketing das empresas, mas pela falta da real compreensão do significado dessa área essencial para qualquer organização é que esse gap de relacionamento se torna a causa do insucesso de várias indústrias em um mercado cada vez mais competitivo e com clientes cada vez mais exigentes.

Um novo site da ADM Soluções está no ar! Confira nossos novos conteúdos e as novidades no ramo de consultoria.



Acesse e confira!

Gosto de utilizar um conceito mais humanístico do que é Marketing, que o traduz como função organizacional responsável por criar, comunicar, trocar e entregar valor para seus clientes e stakeholders em geral. Esse conceito gera a necessidade das empresas trabalharem seus esforços no encantamento dos seus clientes e no bem-estar social do ambiente onde elas estão inseridas, onde se tem o lucro (parte essencial para as relações comerciais) como consequência dos esforços de mercado.

É justamente esse conceito que muitas vezes é ignorado por parte do complexo parque industrial brasileiro. Para essa parcela de indústrias, o lucro, e só ele, é o que importa para o negócio e as áreas que trabalham com construtos mais abstratos, como por exemplo gestão de pessoas e o próprio marketing, não são tão relevantes quanto as áreas que trabalham diretamente com o setor de produção.

Além disso, existem alguns paradigmas funcionais que precisam ser quebrados em relação ao marketing nas indústrias, como por exemplo, “marketing é apoio comercial”. Essas áreas são complementares, ficando a cargo do setor comercial estar à frente do front office de vendas, avaliando o desempenho do setor e gerando insumos para uma melhor decisão sobre as vendas por parte do nível estratégico da empresa. “Marketing é divulgação” pode ser considerado outro paradigma que recorrentemente acontece nas empresas. Marketing tem um arcabouço de atuação muito mais complexo que simplesmente divulgar produtos, que vai desde colher informações do mercado de atuação da empresa (potenciais clientes, potenciais concorrentes, Market share) a elaborar o Plano de Marketing da empresa contendo a correlação entre a venda e seu respectivo público-alvo, preço praticado e canais de venda.

Certamente existem diversas empresas de atuação mundial que atuam em um nível de excelência no que se refere às práticas de marketing, mas ainda precisamos trabalhar melhor esses conceitos a nível nacional, maximizando a geração de valor agregado de nossas indústrias para seus clientes, tendo o tão desejado lucro como consequência dos esforços para encantá-los.


Palti Talmai
Market Planning da StarPrint e
Ex-Diretor de Marketing da ADM Soluções


segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Inteligência competitiva. O que é e como utilizar a informação de forma inteligente.

      
   Segundo o mais recente estudo divulgado bianualmente pelo SEBRAE “Sobrevivência das Empresas no Brasil”, que avalia a taxa de sobrevivência das empresas brasileiras após 2 anos de atividade, o cenário das empresas brasileiras até o ano de 2013 podia ser considerado otimista, pois até então nosso país não havia sido “afetado” pela crise econômica mundial de 2008.

         Vista a chegada já perceptiva da crise na economia brasileira que afeta não somente grandes empreendimentos, mas também micro e pequenos empreendedores, responsáveis pelo comércio local ou mesmo exportações dos produtos regionais aqui produzidos e comercializados, é necessário o questionamento de como esses fatores externos podem afetar organizações e como se preparar para essa problemática. Esses questionamentos podem ser respondidos através de uma simples metodologia que inclui um ciclo de ações através das quais o empreendedor pode conhecer melhor como o cenário interno e externo a organização afeta sua estratégia de desenvolvimento. Essa chama-se Inteligência Competitiva e será apresentada em sequência nesse artigo.


       Segundo a definição da Strategic and Competitive Intelligence Professionals (SCIP) a Inteligência Competitiva é um programa sistemático e ético de coleta, análise, disseminação e gerenciamento das informações sobre o ambiente externo que podem afetar os planos, as decisões e a operação da organização. Este geralmente segue as etapas apresentadas abaixo:


     1.   Definir coleta de dados:

Consiste em definir as informações relevantes para a tomada de decisão. Geralmente inicia-se através do estudo do histórico da empresa no que tange a todas as áreas administrativas, orçamentos de anos anteriores, demandas de informações internas, oportunidades do mercado, Análise Concorrencial e estudo dos demais pontos de incertezas do gestor.

     2.   Coleta de dados:

Etapa responsável por levantar as informações necessárias para a tomada de decisão seguida da confirmação da veracidade dos dados e de sua importância temporal, ou seja, verificar se as informações coletadas ainda tem relevância para a empresa no momento da tomada de decisão.

     3.   Análise:

Assim que a empresa levantar essas informações, vem o momento mais crítico: a definição das ações que aproveitarão da melhor forma as informações que foram levantadas. Para tal fim, o gestor deve levantar o máximo possível de possibilidades de agir aproveitando essas informações, balanceando os custos e os resultados dessas ações buscando conhecer como essas informações podem inter-relacionar-se.

     4.   Feedbacks:

Aqui o gestor deve avaliar que resultados que suas ações trouxeram a fim de utilizar suas experiências como aprendizagem, além de utilizar essa experiência para entender que tipo de informações sua empresa ainda carece, assim então, iniciando novamente o ciclo de estudos utilizados no programa de sistemático aqui apresentado.

Como a ADM Soluções pode auxilia-lo?

         A ADM Soluções oferece em seu portfólio serviços de Marketing e Financeiros que podem ser de grande ajuda para gestores nesse momento de planejamento de ações a curto e longo prazo, conheça nosso portfólio visitando nosso site no link: http://www.admsolucoes.com.br/.

Lucas Ximenes e Déborah Lima
Analistas de Marketing 2015.2
--
Para mais informações sobre nossos serviços, acesse:

sábado, 26 de setembro de 2015

Utilizando ferramentas na resolução de problemas: Parte I

        
      O diagrama de Ishikawa é uma ferramenta muito utilizada nas organizações, por ser uma forma simples e eficaz de descobrir quais as causas dos efeitos indesejados de alguns processos, também facilitando a visualização das possíveis causas e efeitos. Nele são considerados 6 tipos diferentes de causas para os problemas, os 6M's, são eles:

  •          Método - a forma que é realizado o trabalho;
  •          Máquina - falta de manutenção ou erro no seu Manuseio;
  •          Medida - decisões sobre o processo;
  •          Meio Ambiente - local de realização do trabalho;
  •          Mão-de-obra - sua qualificação;
  •          Material – matéria prima utilizada.



Para começar a utilização dessa ferramenta é preciso definir o problema e qual o seu objetivo com esse trabalho; o segundo passo é buscar todas as informações que existam sobre o problema; depois você deve formar uma equipe com pessoas, que entendam do processo, e realizar um brainstorming para agrupar as informações sobre o processo e seus problemas; o quarto passo é elencar as principais causas desses problemas, não se deve ficar preso a superfície, busque analisar bem as causas, a fim de elenca-las de forma adequada e saber se elas são realmente causas ou apenas efeito; o último passo é desenhar o diagrama, levando em consideração em quais categorias as causas se encaixam. O diagrama deve conter o problema, o efeito, as categorias, as causas e as sub-causas.

Exemplo:

O gerente de um restaurante está recebendo muitas reclamações dos garçons quanto a demora no preparo da refeição, os garçons afirmam que os clientes reclamam da demora ao receber o seu pedido e os outros garçons também afirmam que os pratos demoram muito para sair da cozinha. Utilizando o Diagrama:

1. Demora no preparo da refeição;
2. Pesquisar sobre o problema com os funcionários;
3. Reunião entre o gerente, o cozinheiro e um dos garçons, que reclamaram para descobrir as possíveis causas do problema; 

  •   Cozinheiro: "Não acho nada nessa dispensa, está faltando condimentos para preparar os pratos, eu não tenho ninguém que me ajude, eu não tenho uma receita para seguir, esse fogão já não serve para nada e nunca chamaram ninguém para consertar esse fogão".
  •   Garçom 1: "Esse cozinheiro não sabe cozinhar os alimentos, além de que é preguiçoso e não tem ninguém para cobrar a ele, fazendo a comida do jeito que quer e ainda fica conversando ao invés de preparar a comida".

4. Das causas ditas na reunião, averiguar quais são as mais prováveis de estar gerando o problema;
5. Desenhar o diagrama:



Utilizando o Diagrama de Ishikawa, nós conseguimos buscar possíveis causas para essa demora e após descobrir essas possíveis causas, o gerente do restaurante poderá buscar soluções para essas causas.

Diretoria Vice-Presidência 2015.2
--
Para mais informações sobre nossos serviços, acesse:

LinkWithin



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...